Enterrado vivo

maio 26, 2008

A Revista Veja desta semana traz uma matéria sobre o cantor Wilson Simonal. Simonal, para aqueles que se lembram, foi um fantástico “enterteiner”. Se o amigo leitor não pegou essa época perdeu uma grande chance de ver um homem sozinho no palco fazer com que mais de 20.000 pessoas no Maracanãzinho cantassem “Meu limão, meu limoeiro”, dividindo a platéia em grupos; “agora só os homens”, “agora só as mulheres”. Todos cantavam obedecendo ao arranjo, até o invariável “agora só as virgens” que ninguém cantava e terminava com uma gargalhada geral.

O fenômeno Simonal, que entre outros grandes sucessos popularizou “País Tropical”, de Jorge Benjor, ia de vento em popa até que numa discussão idiota com um contador, pediu a um policial amigo que prendesse o sujeito. Parece que o tal amigo era do DOPS. Foi o suficiente para a “patrulha” estabelecer o elo que faltava. E de repente, não mais que de repente, como dizia o poeta, o cantor de maior sucesso neste país nunca mais foi convidado a se apresentar. Era portador de uma doença infecto-contagiosa que começava a disseminar pelo mundo cujo primeiro sintoma era não ser comunista. Tinha a imensa ousadia de cantar músicas como as já citadas ou “na galha do cajueiro” e “Lobo bobo”, ao invés de cantar a fome, a miséria e a pobreza que enriqueceram e continuam enriquecendo um monte de pilantras. Aliás, por falar em pilantra, inventou com Carlos Imperial “a pilantragem”, ritmo cheio de suingue que todo mundo dançava. Imperdoável!! Os comissários do povo não podiam admitir que um país tão famélico e desigual, pudesse ser “Abençoado por Deus e bonito por natureza”.

Com essas e com outras, o”Simona” desapareceu da mídia. Cantou até em circo para viver, enquanto a “turma do Carcará” e seus sucessores juntavam seus milhões de dólares e iam “se esconder” da policia, em Paris, Londres ou Nova York, os chamados “exílios dourados”.

Simonal foi literalmente enterrado vivo como apropriadamente Veja destaca. A última vez que estive com ele foi no velório de meu pai. Sempre educado, sinceramente triste pela morte do “velho”, ficou ali com o pensamento em algum lugar distante, talvez lembrando os velhos tempos da Record ou talvez daqueles que o assassinaram artisticamente ganhando polpudas e indevidas pensões, quem sabe por atos tão covardes quanto aqueles que o vitimaram. Poucos meses depois disso ele morreu. Outra vez.

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Numerologia X Relacionamentos

maio 26, 2008

Segunado a Numeróloga Miriam Carvalho (miriam.t@terra.com.br), a numerologia contribui muito para a compreensão de nossas emoções e carências,  dando a possibilidade de interagir melhor em nossos relacionamentos e todas as áreas de nossa vida.

Abordaremos nesta edição, a numerogia voltada aos relacionamentos. Você poderá entender melhor seu parceiro e, a si mesma,  descobrindo quais são as exigências de sua alma, ou seja, seu estímulo interior.

Nossas almas são compatíveis?

Consulte a tabela abaixo e some apenas as vogais de seu nome de solteira e reduza para a unidade.

Valores numéricos do alfabeto

1  2 3 4 5 6 7 8 9

A B C D E F G H I

J K L M N O P Q R

S T U V W X Y Z &

Exemplo: Maria de Fátima Rodrigues

1+9+1+5+1+9+1+6+9+3+5 = 50 = 5+0=5  (Alma 5)

João Bispo das Neves

6+1+6+9+6+1+5+5= 39 =3+9 =12=1+2=3 (Alma 3)

(3 e 5 são almas complementares)

Almas similiares

Quando possuem a mesma vibração, ou seja, o  mesmo número.

Haverá uma atração que impelirá um para o outro e o laço se fortalecerá.

Almas complementares

Quando o numero de  ambos for par ou impar  (2,4,6,8) ou  (1,3,5,9)

Haverá harmonia pois terão princípios similares e se completarão mutuamente.

Almas opostas

Quando UM vibra número par e o OUTRO  número  impar.

Grande dificuldade de compreensão de interesses.

Haverá atração, pois um verá no outro o desconhecido.

Mas haverá choque de  personalidades e os  atritos serão inevitáveis.

Importante lembrar que, mesmo que exista incompatibilidade entre parceiros, nada impede que tenham uma convivência rica, um suprindo o outro e crescendo.

Característica da alma de acordo com o peso numérico

1 – Precisa ser independente para escolher suas metas; Pioneira, criativa e original. Cultiva a honestidade e a lealdade; Tem ambição, qualidades de liderança e gosta de ser ouvida; Racional em relação ao amor.

2 – Compreensiva e atenciosa busca paz e harmonia; Não gosta de solidão e procura cedo o casamento; Refinada, sensível e emotiva, gosta de música e arte; É diplomata e tem tato; Suscetível, magoa-se com facilidade.

3 – É criativa, tem senso estético e artístico desenvolvidos; Otimista por natureza, gosta de festas e de amigos; Tem bom humor, leva alegria consigo e senso para combinar cores; Facilidade para adquirir conhecimentos. Muita inspiração.

4 – Prática, analítica e disciplinada. Tem ambição material; Metódica, lógica, quer ordem. Grande capacidade de trabalho; Capaz de grandes sacrifícios visando segurança e estabilidade;Precisa de demonstrações de amor, mas bloqueia por severidade.

5 – Adora mudanças, aventura, viagens e interesse pelo novo; Possui um magnetismo cheio de encantos. Ama a liberdade; Tem raciocínio rápido e senso de curiosidade; Inquieta, emotiva, gosta de correr riscos. Detesta rotinas.

6 – Ama o lar e família. Muito emotiva, gosta de dar conselhos; Prefere trabalhar em equipe a ficar isolada;Pacífica e afetuosa, gosta de artes, harmonia, paz e beleza; No amor é estável, amável e fiel.

7 – Introspectiva e teórica, busca conhecimento e sabedoria; Intuitiva gosta de quietude para refletir. Não gosta de confusão; Ama o mistério e procura compreensão das leis espirituais; No amor busca elo espiritual.

8 – Intelectual, analítica, equilibrada, eficiente, realista e dinâmica; Bom julgamento e ótimo sentido de valores. Almeja poder material; Possui grande imaginação e visão para êxitos nos negócios; Tem coragem, energia e sentido de valores; Busca o casamento tradicional e duradouro.

9 – Humanitária, é atraída por conhecimentos universais; Generosa, capaz de grandes sacrifícios, a bondade é seu lema; O coração governa a alma e a razão. Extremamente afetuosa; Ama sem egoísmo, se doa totalmente mas não gosta de ser sufocada.

Com esta matéria, esperamos ter contribuído para um relacionamento com muitas alegrias, luz e paz.

Como lidar com doentes idosos

maio 26, 2008

A doença quando chega às famílias sempre chega na hora imprópria, causando sempre surpresa , desconforto e sofrimento.

Quando falo em sofrimento não estou me referindo apenas ao doente mas a família de um modo geral, pois ela alem de ver o sofrimento de um ente querido , terá também que compartilhar , ajudando e cuidando.

Um doente idoso exige da família, incluindo o próprio paciente, muita compreensão do significado desta doença e também muita adaptação que muitas vezes a doença exige, pois existem doenças que limitam e muito, o doente, afastando o do trabalho,e do convívio social.

Aceitar a doença e suas conseqüências é o primeiro passo para se estabelecer uma relação de continuidade com o doente, aceitando o que ele foi e o que será dele no futuro ( no caso de uma doença crônica), e esta relação só se consegue entendo o que é a doença, quais os cuidados com medicação, alimentação e exercício físico que se deve ter.

A partir daí o esforço da família deverá ser o de se reorganizar frente a esta nova situação, a família deverá ter uma conversa e redistribuir tarefas domesticas pelos vários membros da família, deverá recorrer ao apoio de amigos e sempre que houver duvidas conversar com o médico , isso facilitará o convívio .

A redistribuição de tarefas ajuda a não sobrecarregar um único cuidador evitando que a qualidade de atendimento caia, alem de evitar um futuro adoecimento do mesmo.

Conversas sobre medos, angustias e inseguranças devem sempre ser divididas, isso minimiza o sofrimento e aproxima mais a família, envolvendo e comprometendo a todos.

Aceitar a doença, a limitação e a própria morte são experiências UNIVERSAIS a família, que deve ser vista como algo a somar e nunca a dividir.

Ana Lucia M. Klein, é Psicóloga Clinica, Psicopedagoga, com especialização em Psicologia Hospitalar. Atende adolescentes, adultos, faz orientação a pais e acompanha pacientes em Hospitais orientando e apoiando nas angústias e ansiedades despertadas no processo de adoecimento, favorecendo a recuperação da saúde e qualidade de vida.

Consultório: R. Com. Paulo Brancato, 28 VL Mariana.

Tel. 3464 4956 cel. 9979-6785

DIA DE LOUCURA!!!

maio 26, 2008

Alberto estava ali na cantina ouvindo uma música que falava da tristeza, não sabia, mas era Maysa que cantava ali naquele bar num aparelho de som, a música “Bom Dia Tristeza”, soava triste, marcante e dolorido no peito do Alberto.

O copo estava sobre a mesa mas ele ia com as mãos rodando, como que esperando que o copo alçasse um vôo mesmo que fosse um rasante. Sorriu, passando a mãos pelos cabelos, mostrando que já estava levemente embriagado, movimentou as mãos imitando o vôo de um pássaro, sorriu e pediu mais uma dose.

Naquela segunda-feira, pela manhã, Alberto saiu vestido como se fosse ir trabalhar, banho tomado, camisa e gravata combinando e dando um tom de elegância leve respeitoso, mas não chegou até a empresa naquele dia, estava visitando os bares do bairro, na verdade não sabia muito bem porque estava fazendo aquilo.

Começou a trabalhar ainda menino, tinha uns quinze anos, estudou no período noturno, apesar de dormir muito nas aulas formou-se em administração de empresas. No dia em que foi marcada a festa de formatura, a mãe Clotilde morreu, morreu quietinha na cama durante a madrugada, morreu feliz , o filho estava encaminhado, até parecia que tinha um sorriso no rosto quando morreu.

Que família coisa nenhuma, só tinha a mãe, nunca ficou sabendo do pai, de avós ou algo que pudesse fazer uma família. Bem, também nunca fez questão de procurar, mas o tempo foi passando e as lembranças de uma família, de querer saber como era o pai, os avós, isso começou a martelar na cabeça de Alberto, que agora estava só e muito só. Saiu e entrou num bar para tomar mais uma dose, era final da tarde e o terno já mostrava o desleixo do jovem Alberto de 27 anos.

Sem perceber em que direção ia marcando o ponto de presença nos bares, lanchonetes, acabou parando em uma praça perto do serviço, da empresa em que trabalhava.

Eram 18 horas quando amigos de Alberto começaram a sair da empresa e naturalmente passariam pela praça onde ele estava.

O primeiro a ver Alberto foi Carlos – o Carlão, amigo de aperitivos e de futebol de salão, foi ele que ali acompanhado de Marilei, percebeu o amigo daquele jeito e trejeito de bêbado. Os dois amigos foram até ao Alberto e depois de segurá-lo em pé arrumaram a roupa, o terno que estava em desalinho, e o levaram até ao estacionamento para de lá levá-lo para casa.

No estacionamento, quando procuravam colocar o Alberto no carro, ele sofre um desmaio e os amigos são obrigados a praticar os primeiros socorros. Foi ai que outros colegas perceberam o estado de Alberto, inclusive o gerente do setor deles.

Alberto foi internado e morreu dois dias depois, entrou em coma alcoólica e morreu. Alberto por tabela também acabou prejudicando a Marilei, pois o marido dela quando ouviu a história, alegou que o Alberto tinha bebido e tinha ido para perto da empresa para mostrar que estava apaixonado e que estava em desespero por não tê-la.

Alberto, esse Alberto, fez uma besta loucura e acabou enlouquecendo o marido da Marilei.