DIA DE LOUCURA!!!

Alberto estava ali na cantina ouvindo uma música que falava da tristeza, não sabia, mas era Maysa que cantava ali naquele bar num aparelho de som, a música “Bom Dia Tristeza”, soava triste, marcante e dolorido no peito do Alberto.

O copo estava sobre a mesa mas ele ia com as mãos rodando, como que esperando que o copo alçasse um vôo mesmo que fosse um rasante. Sorriu, passando a mãos pelos cabelos, mostrando que já estava levemente embriagado, movimentou as mãos imitando o vôo de um pássaro, sorriu e pediu mais uma dose.

Naquela segunda-feira, pela manhã, Alberto saiu vestido como se fosse ir trabalhar, banho tomado, camisa e gravata combinando e dando um tom de elegância leve respeitoso, mas não chegou até a empresa naquele dia, estava visitando os bares do bairro, na verdade não sabia muito bem porque estava fazendo aquilo.

Começou a trabalhar ainda menino, tinha uns quinze anos, estudou no período noturno, apesar de dormir muito nas aulas formou-se em administração de empresas. No dia em que foi marcada a festa de formatura, a mãe Clotilde morreu, morreu quietinha na cama durante a madrugada, morreu feliz , o filho estava encaminhado, até parecia que tinha um sorriso no rosto quando morreu.

Que família coisa nenhuma, só tinha a mãe, nunca ficou sabendo do pai, de avós ou algo que pudesse fazer uma família. Bem, também nunca fez questão de procurar, mas o tempo foi passando e as lembranças de uma família, de querer saber como era o pai, os avós, isso começou a martelar na cabeça de Alberto, que agora estava só e muito só. Saiu e entrou num bar para tomar mais uma dose, era final da tarde e o terno já mostrava o desleixo do jovem Alberto de 27 anos.

Sem perceber em que direção ia marcando o ponto de presença nos bares, lanchonetes, acabou parando em uma praça perto do serviço, da empresa em que trabalhava.

Eram 18 horas quando amigos de Alberto começaram a sair da empresa e naturalmente passariam pela praça onde ele estava.

O primeiro a ver Alberto foi Carlos – o Carlão, amigo de aperitivos e de futebol de salão, foi ele que ali acompanhado de Marilei, percebeu o amigo daquele jeito e trejeito de bêbado. Os dois amigos foram até ao Alberto e depois de segurá-lo em pé arrumaram a roupa, o terno que estava em desalinho, e o levaram até ao estacionamento para de lá levá-lo para casa.

No estacionamento, quando procuravam colocar o Alberto no carro, ele sofre um desmaio e os amigos são obrigados a praticar os primeiros socorros. Foi ai que outros colegas perceberam o estado de Alberto, inclusive o gerente do setor deles.

Alberto foi internado e morreu dois dias depois, entrou em coma alcoólica e morreu. Alberto por tabela também acabou prejudicando a Marilei, pois o marido dela quando ouviu a história, alegou que o Alberto tinha bebido e tinha ido para perto da empresa para mostrar que estava apaixonado e que estava em desespero por não tê-la.

Alberto, esse Alberto, fez uma besta loucura e acabou enlouquecendo o marido da Marilei.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: